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Gol enxuga malha e frota e volta a crescer no mercado


Depois de anos no vermelho, a GOL apresentou o seu terceiro trimestre consecutivo de lucro. Ao contrário do que se poderia imaginar, ela não ganhou mais ao aumentar o número de voos e de aeronaves.

O que aconteceu foi justamente o inverso. Ela reduziu o número de aviões em sua frota de 144 para 135 e cortou a oferta de assentos em 6,7%, com queda mais acentuada no mercado internacional. O número de decolagens foi reduzido em 20,5%.

Os cortes acompanharam a queda na demanda por voos, que caiu 5,3% no trimestre. No último ano, a companhia aérea buscou se adequar ao novo cenário da economia brasileira, com queda intensa na procura por voos no mercado doméstico.

Com esses ajustes, a taxa de ocupação aumentou 1,2 pontos percentuais, atingindo 79,8%, e os custos por assento caíram 6,4%. Aliado a redução de oferta, a tarifa média cresceu 15,8% em relação ao ano passado e 6,1% em comparação com o segundo trimestre desse ano.

O resultado foi positivo para a empresa. O lucro líquido foi de R$ 65,9 milhões, com margem de 2,7%, contra prejuízo de R$ 2,13 bilhões no mesmo período do ano passado. A receita caiu 3,5%, chegando a R$ 2,4 bilhões.

A política de controle da oferta não irá mudar tão cedo. Paulo Kakinoff, presidente da GOL, afirmou que em 2017 não irá aumentar o número de voos. “Apesar do otimismo individual de cada executivo, enxergamos que a companhia deve seguir de forma conservadora a sua disciplina de capacidade”, disse, em coletiva com jornalistas.

A companhia aérea está com 19 aeronaves em processo de devolução junto ao seu lessor e 8 foram subarrendadas para outras companhias aéreas. Ela deve terminar o ano com 122 aviões e 117 em 2017.

A retomada de crescimento da frota está prevista para acontecer só em 2018, quando a GOL irá receber novas aeronaves Boeing 737. Em 2020, a expectativa é chegar a 129 aeronaves e há pedidos para 120 novos aviões Boeing para renovação de frota.

Menos endividada

Com a devolução das aeronaves, a empresa conseguiu reduzir sua dívida. Em relação ao ano passado, o seu endividamento encolheu em R$ 3,1 bilhões, chegando a R$ 6,35 bilhões.

Como as aeronaves estavam em contrato de arrendamento, uma compra junto a um terceiro, a devolução ou transferência para outro dono elimina também a dívida referente ao produto.

Além das passagens

Uma parte considerável da receita da companhia – R$ 302,1 milhões para ser exato – não veio da venda de passagens aéreas. As receitas auxiliares e de cargas já representam 12,6% do total e nos últimos 12 meses, somaram R$ 1,2 bilhão.

A GOL fatura com algumas comodidades oferecidas aos passageiros, como as poltronas GOL+ Conforto, um pouco mais espaçosas e que já estão em 100% da frota. Além disso, a companhia vendeu 3,3 milhões de produtos a bordo apenas no último trimestre.

Fonte: Exame

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Sobre Alexandre Marques

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