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Manutenção do avião de incedente em SP estava em dia, diz vice-presidente de operações da Latam


O vice-presidente de operações da Latam, Nelson Shinzato, disse ao Bom Dia São Paulo que o motor da turbina direita da aeronave que apresentou problema na noite desta quarta-feira (22) no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, estava com a manutenção “em dia”.

De acordo com ele, a turbina do avião que seguia para Belo Horizonte não chegou a pegar fogo. “A aeronave estava no processo de decolagem quando o comandante viu uma indicação de aumento de temperatura no motor do lado direito. A temperatura chegou acima do limite e interrompeu a decolagem”, afirmou.

“Não houve fogo no avião e sim uma indicação de aumento de temperatura, e seguindo o procedimento, o comandante tomou a decisão de interromper o voo”, ressaltou Shinzato.

Questionado se o problema ocorreu por falta de manutenção da aeronave, o vice-presidente de operações negou. “Certamente não, porque esse motor estava com toda a manutenção em dia. Nesse momento, junto com o Cenipa (órgão da Aeronáutica que investiga acidentes), estamos averiguando e investigando o que aconteceu com esse motor. E isso leva um certo tempo porque requer um recolhimento de uma série de informações e dados. E em cima desses dados haverá uma análise que certamente em algum tempo teremos um resultado e uma causa do que aconteceu nesse motor”, explicou.

Ele voltou a dizer que o motor não apresentou problemas antes da decolagem. “Ele estava operando normalmente, estava liberado para esse voo, sem nenhuma restrição”.
 
Sobre o movimento abrupto da aeronave que foi relatado por alguns passageiros, ele justificou. “Quando interrompeu a decolagem ele faz a frenagem mais forte e essa é a razão de uma passageira comentar que o avião balançou, mas isso foi em decorrência da frenagem”, declarou sobre o momento que o avião saiu da pista.

A Latam informou que os passageiros foram realocados em outros voos. No entanto, muitos passageiros acabaram dormindo no aeroporto por causa dos cancelamentos. Na quarta-feira (22), após o acidente, 23 voos foram cancelados e 29 desviados.

Manutenção

O motor do Airbus 320 que pegou fogo na noite de quarta-feira (22) no aeroporto de Congonhas (SP) passou por uma manutenção preventiva, chamada de check A, há duas semanas e não apresentava problemas.
Segundo Shinzato, a manutenção é feita a cada 800 horas de voo. “É um check bem detalhado, que dura aproximadamente seis horas, e não foi identificado nenhum problema. Nem no check nem antes desse voo”, afirma.

Motor deve ser substituído

Após a análise dos técnicos do Cenipa, o motor deve ser retirado do avião e substituído para outro em condições de voo para que o avião retorne às operações. Ainda não há prazo para isso aconteça.

Efeito cascata

O aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, iniciou as operações nesta quinta-feira (23) com transtornos após a chuva e o acidente com a aeronave que provocou o fechamento do terminal aéreo. Das 6h às 7h, o aeroporto tinha oito voos cancelados.

De acordo com a Infraero, estatal que administra o aeroporto, oito cancelamentos foram registrados na primeira hora de abertura do aeroporto. Os voos cancelados são chegadas de aeronaves da LATAM que estavam previstas para o terminal. Já a Latam informa que são 3 voos cancelados. Por enquanto, não há informações se os cancelamentos têm relação com o acidente.

“O fechamento do aeroporto, além desse incidente por conta de uma chuva forte que ocorreu ontem por um tempo prolongado, acaba impactando em toda a operação causando inclusive desvios de voos. Os desvios de voos acabam impactando no dia de hoje também, então, parte do reflexo é no dia de hoje”, argumentou sobre os cancelamentos da manhã desta quinta-feira (23).

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Sobre Alexandre Marques

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