Exercício acontece entre a costa do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro
Publicado: 13/11/2015 14:58h
Fonte: Agência Força Aérea
Na parte aérea, do lado norte-americano, vão participar caças F-18E/F Super Hornet e F-18C/D Hornet, além de aviões-radar E-2 Hawkeye. Todos vão operar a partir do porta-aviões USS George Washington.
Já da parte brasileira, caças F-5 e A-1 vão operar a partir das Bases Aéreas de Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Eles serão apoiados por aviões-radar E-99 e aviões-tanque KC-130. Em paralelo, aviões de patrulha marítima P-95
O cenário dos combates aéreos consiste em caças brasileiros A-1 realizarem missões de ataque a alvos fictícios, tanto no continente quanto no mar, com a proteção dos F-5M, enquanto os F-18 norte-americanos vão tentar impedí-los. Em dias alternados, os papéis vão se inverter: os F-18 farão a escolta dos A-1 e os F-5M farão o papel de força oponente.
"A expectativa é a melhor possível, sobretudo, em função da aeronave contra a qual iremos realizar o combate dissimilar, o F-18", explicou o Brigadeiro Fernando Almeida Riomar, comandante da Terceira Força Aérea, unidade responsável pelo treinamento das unidades de caça e de reconhecimento da FAB. Segundo ele, os pilotos brasileiros atingiram um nível elevado de conhecimento, por conta priorização desse tipo de treinamento.
O planejamento prevê simulações de combate na chamada arena BVR (Beyond Visual Range), quando os caças identificam seus alvos pelo radar e lançam seus mísseis antes mesmo de enxergarem os oponentes, e também na arena WVR (Whitin Visual Range), quando são empregados mísseis de curto alcance e canhões. Os treinamentos vão ocorrer em áreas do espaço aéreo onde já acontecem missões de rotina da FAB, sem interferência para a aviação comercial.
Cooperação internacional
"É uma oportunidade de se aproximar e exercitar de maneira colaborativa nossas habilidades em um ambiente naval de desafios crescentes", afirmou em comunicado oficial o Contra-Almirante George Ballance, comandante da Quarta Frota da US Navy. Segundo ele, um exercício como a UNITAS é uma oportunidade de aprendizado. "A participação do USS George Washington e de sua ala aérea neste ano faz desta uma das maiores UNITAS dos últimos tempos", disse.
Em três anos, esse é o terceiro exercício da FAB ao lado das forças armadas dos EUA. Em 2013, em Natal, aconteceu o exercício CRUZEX Flight. No ano passado, os dois países participaram da terceira edição do exercício Salitre, realizada na cidade chilena de Antofagasta. Nos dois casos, os EUA estiveram representados pela sua força aérea, a US
Air Force, com caças F-16.
UNITAS
A UNITAS é um exercício realizado pelas marinhas da região desde 1960. Esta é a edição de número 56, e terá a participação das fragatas brasileiras Constituição, Liberal e Greenhalgh, do submarino Tapajó e dos navios-patrulha Gurupá, Babitonga e Amazonas, além de rebocadores e dos helicópteros UH-12/13 Esquilo e AH-11 Lynx.
Entre os estrangeiros, além do porta-aviões USS George Washington e seus navios de apoio, haverá a participação de embarcações do Chile, México, Peru e Reino Unido. Durante o adestramento, parte do contingente irá simular uma força inimiga, enquanto os demais vão atuar como uma coalizão, como pode ocorrer de acordo com as resoluções da Organização das Nações Unidas.

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