Welter Mesquita Vaz. Tecnologia do Blogger.

Como é voar na nova classe executiva da South African


No início de janeiro, a South African Airways passou a operar no Brasil com sua nova configuração de classe executiva no Airbus A330. A companhia sul-africana opera dois voos diários a partir de São Paulo – Aeroporto de Cumbica -, com destino a Joanesburgo, na África do Sul. O outro é com o A340, que mantém a configuração antiga (leia mais abaixo).

A configuração 2-2-2 foi substituída pela 1-2-1. Ótimo para a privacidade de quem está viajando sozinho, que pode escolher um dos dois assentos individuais na janela.

É uma configuração semelhante à usada pela Delta e próxima à da Swiss. Os assentos, porém, são mais largos que os da companhia norte-americana. São também do tipo flat-beds, ou seja: podem ser reclinados em 180°, transformando-se em camas.

Diferentemente das poltronas de cabines com configurações mais antigas, a da SAA fica completamente plana. Em algumas companhias, a parte em que o encosto e o assento se dividem fica mais alta quando o sistema está na posição cama, o que pode causar desconforto.


No grande console ao lado da poltrona, estão os comandos para a grande tela plana do sistema de entretenimento – o monitor é também sensível ao toque -, o fone de ouvido, luzes individuais e alguns compartimentos para guardar objetos pessoais – tudo instalado para privilegiar a ergonomia. Há também um espaço para guardar os sapatos, ao lado do grande apoio para os pés – que fica abaixo da tela.

Outro destaque fica por conta da mesinha. Ela é fácil de acessar e tem posições que permitem ao passageiro sair da poltrona mesmo quando está ocupada com pratos e copos, por exemplo.

No quesito conforto, não há nenhum ponto negativo. O serviço também foi impecável, rápido e eficiente, marcado pela gentileza da tripulação.

Os tripulantes são da África do Sul, país com diversos idiomas e dialetos. O inglês é oficial, mas o de alguns funcionários da companhia, muito influenciado pelos dialetos africanos, é bastante difícil de entender. Porém, boa vontade não falta, e a comunicação acaba sendo feita sem problemas.


No jantar e no café da manhã, todas as opções listadas no menu estavam disponíveis, e a comida era de ótima qualidade – uma das melhores que já experimentei em companhias aéreas.

Já a variedade da programação do sistema de entretenimento deixa a desejar. Há muitas opções de filmes e alguns lançamentos, mas, entre os longas mais antigos, a maioria era desconhecida – muitos eram produções sul-africanas. Isso não chegou a ser um problema, já que o voo tem pouco mais de 9 horas e, em uma estrutura tão confortável, fica até difícil não dormir profundamente – para quem não tem problema de insônia.

A chegada ao aeroporto de Joanesburgo foi um ponto negativo. Só tinha visto uma fila de imigração tão longa no aeroporto de Cancun, no México – nem Guarulhos, antes do novo Terminal 3, era tão desorganizado. Nossa conexão (o destino final era Cidade do Cabo) era curta e, se ficássemos na fila, perderíamos o voo.

Por ali, não havia funcionários da SAA para fornecer orientações sobre o procedimento a ser tomado. Acabamos conversando com uma funcionária do aeroporto, que não compreendeu muito bem nossa demanda e nos enviou para a fila curta, destinada aos cidadãos sul-africanos. Foi uma confusão, mas, no fim, deu tudo certo.

Vale lembrar que, na África do Sul, é obrigatória a apresentação do certificado de vacina contra a febre amarela na imigração. Além disso, como no Brasil, as malas devem ser retiradas no aeroporto de entrada no país – e despachadas novamente, em caso de conexão.

A volta de Airbus A340


De Joanesburgo a São Paulo, fomos no avião maior, com configuração de cabine mais velha. E foi uma decepção para quem tinha voado tem bem no A330 na ida. Se o avião piorou, a tripulação também. Os funcionários que estavam fazendo o serviço na executiva se mostraram impacientes, truculentos e, muitas vezes, bastante mal educados.


A configuração é 2-2-2, mas, ao menos, a poltrona reclina em 180° e vira cama – não sem o alto relevo formado no local em que encosto e assento se dividem.

A poltrona também é mais larga que a do A330, mas a privacidade é pior. Há uma cortina separando os dois passageiros, caso eles não queiram interagir durante a viagem.

A tela, que fica guardada em um compartimento no console ao lado da poltrona – o passageiro precisa removê-la para usá-la -, é pequena e difícil de comandar. É sensível ao toque, mas sem precisão nenhuma – às vezes, é preciso tocar mais de cinco vezes na opção desejada para que ela responda. Ao menos, as opções de filmes, séries e músicas são as mesmas do A330.

Não foi oferecido o cardápio do jantar, e sim o da ceia, bem mais restrito. A tripulação não soube explicar por quê. E a massa que eu queria não estava disponível.

Ah, me esqueci de falar do check-in e entrega das bagagens. Em todos os aeroportos, o check-in foi bem rápido, feito em menos de dez minutos. Em Guarulhos, a SAA usa os guichês da Avianca, que, assim como ela, faz parte da aliança Star Alliance.

A entrega de malas é bastante rápida. Um funcionário da SAA retira as bagagens dos passageiros da executiva na esteira e as deixa em uma área reservada.

Por fim, minha recomendação é, em caso de escolher a SAA para voar para a África do Sul – a Latam recentemente lançou voo para Joanesburgo -, escolha o A330. A diferença para o A340 é quase um abismo.

Fonte: Estadão

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Sobre Alexandre Marques

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