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Forte Velho terá primeiro condomínio aeronáutico da Paraíba


Nós próximos meses, a Paraíba contará com o primeiro condomínio aeronáutico do Estado. O empreendimento estimado em R$ 7 milhões e edificado pela Estância Ouro Verde – Clube Fly In, está sendo construído em Forte Velho, no município de Santa Rita, em uma área de 183.259 metros quadrados. Além de espaço para a edificação de residências com hangares privativos, o mesmo terá pista asfaltada, hangares e os serviços de táxi aéreo, oficina para manutenção de aeronaves, posto de combustíveis e escola de pilotagem. A área deve abrigar em média 50 lotes. A metragem e o valor a ser comercializado ainda não foram definidos.

A proposta, pioneira no Estado, conta com o investimento de nove sócios, que estão aplicando recursos próprios para a edificação do projeto. São 41,7 mil empregos gerados no setor e participação de R$ 2 bilhões na economia da Paraíba, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Em entrevista exclusiva ao Paraíba Total, um dos sócios e presidente do Conselho Administrativo do empreendimento, o piloto internacional e empresário, Higo Luiz Ramos Bruno, destacou as potencialidades da Paraíba para a aviação e detalhou em que fase está a referida construção e os trâmites para o funcionamento do condomínio, que segundo ele também impulsionará a Economia do Estado.

“Todas as licenças ambientais e junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já foram obtidas. O empreendimento atenderá a uma necessidade da economia da Paraíba. O Estado já conta com uma das maiores frotas do Nordeste, além de possuir média considerada alta de utilização de aeronaves, levando em conta pousos e decolagens por número de habitantes”, disse Higo Ramos, que é natural de São Paulo e desde menino é apaixonado por aviação. Aos 16 anos de idade fez seu primeiro curso de pilotagem e seguida em cursou Ciências da Aviação Civil e há 26 anos atua como profissional do setor e há 19 está no comando de linhas comerciais na aviação brasileira.

Higo que atualmente é comandante de aeronaves comerciais em rotas para Europa e América do Norte, é casado com uma paraibana e pai de cinco filhos, e em 2012 mudou-se para João Pessoa, onde descobriu-se empreendedor e há três anos fundou a JPA Manutenção de Aeronaves e Helicópteros. Hoje, a empresa possui filiais nas cidades de Porto Velho (RO), Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ) e está implantando a quinta unidade em Jundiaí (SP).


Confira os demais trechos da conversa:

O que é de fato um condomínio aeronáutico?

Trata-se de um equipamento que possui pistas de pouso e decolagem de aeronaves e também toda a infraestrutura para receber aeronaves, como casas, hangares, como postos de abastecimentos de aeronaves, oficinas de manutenção, escolas de pilotagem e aerodesportistas. Então, nesse desse equipamento, nessa área estarão todos esses agentes estarão instalados para atender o movimento das aeronaves que lá atuem.

E por que a escolha de se fazer um empreendimento desse aqui na Paraíba?

A Paraíba tem uma vocação nata para a aeronáutica. A título de comparação, a Paraíba possui mais movimento de pouso e decolação do que Pernambuco e Rio Grande do Norte somados. E isso é interessante, pois até faz parte da história do Estado. Pois nós tivemos um dos maiores, se não for o maior, dos patronos da aviação brasileira depois de Santos Dumont, foi o paraibano Assis Chateaubriand, que também foi jornalista e o idealizador de toda a infraestrutura aeronáutica do interior do Brasil. E toda ela depende hoje da ideia que ele teve na metade do século passado.

Então podemos dizer, que além da sua vocação histórica a Paraíba é um ponto comercial que pegou, que é viável para a aviação. Não só essa ideia de construir o condomínio aeronáutico, mas também temos outras iniciativas nesse sentido que ajudam muito o Estado no desenvolvimento tecnológico e também na criação de empregos, uma atividade econômica muito importante.

A exemplo de comparação hoje, o nosso movimento de oficina e manutenção tem mais de 70% do movimento de aeronaves de outros estados que vem fazer serviços de manutenção aqui. Isso mostra a capacidade local e revela que João Pessoa está se transformando em uma referência para a atividade aeronáutica


Como de fato foi escolhido o local da edificação do condomínio?

Ele é perto do aeroporto em Santa Rita, mais precisamente no Distrito de Nossa Senhora do Livramento, perto de Forte Velho. Lá é uma área que atende todos os requisitos de homologação aeronáutica, ou seja, para que se instale um aeroporto em uma localidade, ele tem que atender diversos requisitos de construção, e essa área foi escolhida por atender todos esses requisitos. Atende não somente a disposição entre ele o aeroporto Castro Pinto, que tem que defender certos gabaritos de segurança, entre um e outro, como também com mo aeroporto de Recife. Além de tudo é uma área muito bonita e muito propícia ao desenvolvimento do Turismo, pois trata-se de uma área ainda bastante a ser explorada nesse aspecto e que agente acredita que com a instalação do condomínio vai ajudar muito nesse desenvolvimento turístico da localidade.

Os nove todos sócios são dessa área ou são apenas investidores?

Não. Todos os nove sócios tem uma ligação direta coma a aeronáutica. Hoje estamos situados no aeroclube da Paraíba, que é a nossa casa, mas devido as limitações de espaço que lá temos, surgiu a necessidade de ir para um lugar mais adequado para o desenvolvimento dessa nossa atividade.

O que mais vai ter nesse condomínio e o que as pessoas poderão esperar dele?

O projeto total é de sete anos. Estamos agora entrando para o terceiro ano, os dois primeiros foram de estudos e desenvolvimento, de aprovação das autoridades competentes. E agora partimos para a parte propriamente dita de instalação. A pista deve ficar pronta nos próximos trinta dias e ela passará por uma vistoria da Anac, da Agência Nacional de Aviação Civil, que é a autoridade responsável por homologar os aeroportos. E a partir disso, nós iremos iniciar as instalações das infraestruturas de hangares e de postos de abastecimentos de aeronaves, bem como a oficina também. Justamente para começar atender as primeiras aeronaves começarem a pousar e decolar lá. A prioridade 01 é a homologação da pista, para tanto nós estamos trabalhando até nos finais de semana para assim atendermos o cronograma proposto a Anac.
Como serão os demais espaços do condomínio?

Possivelmente serão 50 lotes, que serão divididos e que posteriormente serão comercializados. Nós temos um publico alvo muito grade aqui no estado. A Paraíba possui uma das maiores frotas de aeronaves particulares e AL mesmo tempo existe uma grande carência de espaço de hangaragem, a exemplo do aeroclube que possui hoje poucos espaços disponíveis para as aeronaves que estão chegando. Lá por exemplo existe uma sete aeronaves que estão hoje fora de hangar.

E vai custar a partir de quanto esses lotes?

O preço ainda não foi definido. Nós estamos fazendo todo esse investimento, e ao final do empreendimento, que estamos fazendo com recursos próprios dos sócios, é que iremos definir o preço alvo da construção.
Quanto ao licenciamento, foi fácil essa liberação nessa região?

Esse na verdade foi um dos nossos maiores desafios, que áreas em voltam de João Pessoa existem boas. Mas, não existem boas áreas que atendem aos requisitos da homologação, justamente pela proximidade do aeroporto Castro Pinto. E a única área que atendeu todos os requisitos foi justamente a nossa área. E seus pontos turísticos como Atalaia de Forte Velho que tive o prazer de conhecer.

Quais foram as maiores obrigações para os sócios nesse processo?

Bom, nossa maior obrigação tem sido apoio toda atividade aeroesportiva. Inclusive está no nosso estatuto que é obrigado atender a todos os interessados em investir no local, com escola de avião, escola de paraquedismo, de aeromodelismo, todas são bem-vindas lá.

O que levou o senhor a escolher viver na Paraíba?

Bom, minha esposa é Paraíba. Por profissão eu sou piloto e faço vou para fora do Brasil e por isso rodo e visito vários lugares e a Paraíba foi um estado que sempre me atraiu muito, não só pelo fato da família da minha esposa morar aqui, mas por aqui ser um lugar bastante agradável para construir e viver com sua família. Sem falar que a Paraíba tem DNA para aviação. Também abrimos agora uma filial no Rio de Janeiro e outra em São Paulo um pouco maior, justamente para aproveitar o nome que a Paraíba está tendo no cenário da aviação.

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Sobre Alexandre Marques

Notícias, radar e escuta ao vivo, matérias e cobertura de eventos aeronáuticos.
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