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Marinha dos EUA limita T-45 para voar até 1.500m devido problemas com sistema de oxigênio


A Marinha dos Estados Unidos restringiu ainda mais o voo no Boeing T-45C Goshawk a meros 1.500 m (5.000 pés) de altitude máxima e limitou as manobras a 2 g, depois que um piloto instrutor relatou dores de cabeça após realizar um voo dinâmico no problemático treinador biplace.

As novas restrições de voo ocorrem a menos de uma semana depois que o T-45C foi liberado para voltar a voar, após uma “pausa operacional” de 12 dias, ordenada pelo comando da Marinha, depois de um aumento nos episódios fisiológicos de hipoxia relatados por pilotos.

Pilotos instrutores estavam se recusando a voar o jato, citando problemas com o sistema de gerador de oxigênio a bordo do T-45C (onboard oxygen generator system– Obogs). As operações de voo foram retomadas no dia 18 de abril, mas com a restrição de voar só até 3.000 m (10.000 pés) de altitude máxima, para evitar que o sistema Obogs fosse usado enquanto os engenheiros investigavam a questão. Os pilotos foram instruídos a não realizar manobras de alto-g sustentado, mas agora não podem nem passar de 2 g.

Outro incidente ocorreu quando dois instrutores voavam dentro desses limites enquanto testavam uma nova configuração da máscara do oxigênio.


A  Marinha confirmou o incidente, relatando que um piloto sentiu pequenas dores de cabeça e os sintomas diminuíram quando a aeronave desceu. Uma equipe médica avaliou o piloto e concluiu que o desconforto resultou das altas forças g que estavam sendo experimentadas próximo dos 10.000 pés. Os pilotos haviam realizado manobras dinâmicas de voo acima de 4 g a 10 mil pés com as máscaras ajustadas “para entender melhor as limitações dos novos procedimentos“, disse uma porta-voz da Marinha.

Pilotos instrutores já relataram preocupações sobre a nova configuração da máscara que está sendo usada. Os pilotos estão achando desconfortável respirar através da máscara modificada. Outro problema é que o novo sistema requer que o piloto volte a ligar o Obogs se ele precisar usar o oxigênio de emergência, num procedimento que não é considerado ideal.

O T-45 está voando com a Marinha há exatos 29 anos. O projeto é baseado no British Aerospace Hawk, que normalmente pode voar a mais de 12.800 m (42.000 pés). É a aeronave de treinamento primário da Marinha e Corpo de Fuzileiros Navais para pilotos destinados a pilotar aviões a bordo de porta-aviões.

Manter a frota em solo, mesmo que de forma temporária, ocorre na esteira de problemas com a frota de Boeing F/A-18. Relatos de problemas com a geração de oxigênio e doença de descompressão da cabine estão ocorrendo com os pilotos de todas as variantes, incluindo o Growler EA-18G. A Marinha ainda não identificou a causa do problema, mas está investigando os sistemas de oxigênio dos caças T-45 e F/A-18.

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Sobre Alexandre Marques

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