Welter Mesquita Vaz. Tecnologia do Blogger.

Do Aeroclube de Jundiaí em SP para o Airbus A380


Há menos de 20 anos, os monomotores e bimotores do Aeroclube de Jundiaí ficaram para trás na vida dos pilotos Leonardo Herman e Rafael Gasparotto. Naquela época, Leonardo foi instrutor de Rafael nos Paulistinhas, Tupis e Sênecas, aeronaves de pequeno porte que até hoje povoam o céu jundiaiense no Aeroporto Comandante Rolim Amaro. Hoje, os dois capitães pilotam o maior avião comercial do mundo, o A380, em suas diversas rotas, que inclui Dubai-São Paulo.

Ambos concordam que os fundamentos de voo estão alicerçados na formação básica. “Alguns conceitos mudam com o aumento da velocidade da aeronave, mas os princípios de aerodinâmica e controles de voo, por exemplo, são os mesmos”, afirma o capitão Leonardo.
O que me impressiona, afirma Rafael, é que temos 30 tripulantes no A380, que era a capacidade de um dos aviões que voei no início da carreira, o Emb-120 Brasília.
A globalização e a demanda internacional impulsionaram os dois pilotos jundiaienses em suas carreiras. Rafael foi promovido a comandante aos 30 anos e o interesse em fazer voos intercontinentais o levaram para a Emirates, em Dubai, há três anos, onde Leonardo já estava. A carreira internacional de Leonardo já era mais antiga, voando o A320, A330 e A340 pela Gulf Air, empresa sediada no Reino de Bahrain.

Em 2008, transferiu-se para a Emirates voando os mesmos A330 e A340 e, em 2010, passou para o A380. “O treinamento para o A380 levou dois meses, com sessões no simulador de voo e também treinamento em rota, considerando que o candidato já tenha experiência relevante em outro jato comercial.”


Números do A380

Além da beleza e conforto do A380, que conta com suítes privadas, lounge, spas, capacidade de 489 a 615 passageiros, dependendo das classes, os números são impressionantes: há 22 pneus; cada um dos quatro motores têm o comprimento de um carro sedã, porém pesando quatro vezes mais e a temperatura interna chega a 3.100 ºC. Há 510 km de cabos no A380 e, para pintá-lo, são necessários 3.600 litros de tinta.

Para os dois experientes profissionais, o A380 é uma aeronave ágil, dando a sensação ao pilotar que ela é menor, com atenção especial para o solo.

Sediados em Dubai, onde, apesar do calor, afirmam que levam uma vida familiar juntamente à comunidade brasileira no país, os dois salientam que a preocupação com a saúde é fundamental, pois os exames físicos são rigorosíssimos, além do domínio total do idioma inglês. “Tem que se dedicar muito à aviação, não esperar recompensa financeira imediata e vislumbrar a carreria com muita dedicação, estudo e comprometimento.”

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Sobre Alexandre Marques

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