Depois de um impasse que durou mais de oito anos, finalmente o Aeroporto Regional da Zona da Mata, situado entre os municípios de Rio Novo e Goianá, terá condições de funcionar dentro de, aproximadamente, seis meses. Após assinar com o Estado um compromisso de arrendamento por um prazo inicial de cinco anos, a concessionária, com sede no Rio de Janeiro, irá fazer funcionar aquele sítio aeroportuário. Para que isso ocorra, além da administração do novo aeroporto, a contratada irá construir hangares para aeronaves de pequeno e médio portes, estacionamento para aeronaves cargueiras, um moderno terminal de cargas aéreas e outras obras de infraestrutura que darão ao terminal perfeitas condições para operar voos cargueiros durante as 24 horas do dia e até receber voos regulares de passageiros.
Mais de R$ 6 milhões de investimentos iniciais estão previstos no contrato assinado com o governo mineiro, que, por sua vez, está abrindo a licitação para que um morro, existente em uma das cabeceiras da pista, seja rebaixado de 50 a cem metros, segundo as exigências da Anac para aprovação da operação do aeroporto. Essa obra é necessária porque o aeroporto regional irá receber aeronaves com porte e pesos de até 110 toneladas.
O novo aeroporto da Zona da Mata, que dista 35 quilômetros de Juiz de Fora, possui uma pista para pousos e decolagens de 2,6 quilômetros de extensão e largura de 45 metros, o que o torna só menor em Minas que o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins.
O novo sítio aeroportuário poderá concentrar grande parte das cargas de importação e exportação do Brasil e realizar sua distribuição para todas as regiões brasileiras. Existe uma enorme lacuna em termos de logística para que o país possa crescer e se tornar a quinta economia mundial. Para que isso ocorra, muita coisa precisa ainda acontecer, como boas estradas, ferrovias, hotéis e as imprescindíveis infraestruturas aeroportuárias. Esses são os grandes obstáculos existentes.
Recente pesquisa da PriceWaterHouse Coopers verificou que o Brasil ainda está em um patamar inferior no aspecto logístico quando o comparamos com o Bric (Brasil, Rússia, China e Índia). A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 estão se aproximando e o país precisa resolver esses problemas, porque o tempo não espera. Por todas essas razões, o Aeroporto Regional da Zona da Mata deverá se constituir num importante marco do desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil.
Fonte: Jonral o Tempo Online
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