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Conheça Rômulo o Goleiro que agora é Piloto de Aviação

Rômulo é piloto e alerta atletas para a importância de uma formação paralela
"Não adianta um jogador se tornar profissional e depois não ter outra atividade"

Thiago de Castro - Superesportes



20/09/2011 10:00

Atualização:

20/09/2011 11:13
Arquivo Pessoal


Entre 1986 e 1991, Rômulo defendeu o Atlético; hoje ele se dedica à aviação comercial


Defender um gol e comandar um avião são atividades que aparentemente não tem nada em comum. Mas as carreiras de goleiro e aviador foram as escolhidas para a vida de Rômulo, que atuou no Atlético entre 1986 e 1991.

A quantidade de viagens e o tempo longe de casa são fatores que aproximam as duas carreiras, para Rômulo. “A vida inteira de viagem. Nos últimos três anos, só fiquei na França, praticamente. Sou instrutor de simulador de vôo. A minha empresa comprou um, ficamos no Canadá e também na França. Mas, o tempo livre compensa”, afirma Rômulo, casado e pai de duas filhas.

CONFIRA UMA GALERIA DE FOTOS DE RÔMULO COMO JOGADOR E AVIADOR

O ex-goleiro e hoje comandante também vê outras semelhanças. “A emoção é parecida. É um sentimento bom e de desafio. Se você não tiver desafio, você não é ninguém e não consegue absolutamente nada. Como goleiro e comandante, é muito parecido. Tem responsabilidade. Se você deixa a bola passar, é gol. E na aviação, você tem que estar ligado o tempo inteiro”.

A paixão por voar cresceu com a influência da família, desde novo. “Meu pai foi instrutor de vôo. Eu sempre o acompanhava no treino do aeroporto. Desde os quatro anos foi assim e eu já voava na região de Pará de Minas. Ele foi instrutor de vôo na região e depois no Carlos Prates, aqui em Belo Horizonte”, conta.

Arquivo/Estado de Minas


Rômulo comemora os três pênaltis defendidos contra o Cruzeiro, em 1988
Enquanto crescia estudando e acompanhando os passos do pai, Rômulo também se desenvolvia como goleiro das categorias de base alvinegra. “Eu joguei desde o juvenil no Atlético. Tive a oportunidade de fazer uns treinos. Eu já gostava de jogar futebol nos clubes de Pará de Minas. Quando fiz um treino, gostaram e eu fiquei até o profissional. No total, foram 11 anos”.

Os treinos não o impediam de estudar a aviação. Prova disso foi que o brevê de Rômulo, autorização para comandar um avião, semelhante à carteira de motorista, saiu logo aos 18 anos. “Eu fiz um paralelo. Inicialmente eu estudava normalmente para me formar e também estudava a aviação. Sempre acompanhei o meu pai também. Aos 18 anos, tirei o meu brevê. Com 20, já podia ser piloto comercial, habilitado para trabalhar. Depois, fiz o curso motor e o vôo por instrumento. Foi em paralelo com a carreira de jogador. Quando virei profissional, ainda era o quarto goleiro do Atlético. Então, tinha muito tempo de folga. A partir daí, me tornei titular... Mas quando parei, já estava pronto para continuar a carreira da aviação”.

Rômulo também aconselha as categorias de base dos clubes profissionais para olharem para o lado humano dos seus jogadores. Ele ressalta a importância de se ensinar uma profissional, paralela a de jogador de futebol. “Eu acho importante para todos os atletas. Não adianta ele se tornar profissional e depois não ter uma atividade. Acho que as categorias de base deveriam incentivar uma formação profissional em paralelo. Quando ele se tornar profissional, ele pode se dedicar a isso. Mas depois, ele pode ter outra profissão, pensando sempre no futuro. Porque a vida de jogador é curta. E além disso, pode acontecer alguma contusão e encerrar a carreira precocemente, que seria pior ainda”.

Carreira de goleiro


Rômulo defendeu o Atlético em 102 partidas e tem ótima média de gols sofridos, já que foi vazado apenas 58 vezes. No time profissional alvinegro, foram três títulos conquistados: dois estaduais (1988 e 1989) e um Ramón de Carranza (1990).

“Os títulos foram marcantes, tanto no júnior como no profissional. Foram dois estaduais, além do torneio de Carranza, na Espanha. Foram várias boas participações. Acho que fui um bom goleiro. Foi uma coisa bacana”, afirma.

Como já estava encaminhado para a carreira de piloto de avião, Rômulo pendurou as luvas precocemente, com apenas 26 anos. “Para a aviação, você já está ficando velho. No futebol, estava alternando entre titular e reserva. Então, resolvi definir que seria aviador. Foi uma opção mesmo”.

Arquivo/Estado de Minas
Goleiro defendeu o Galo por mais de 100 partidas
A paixão pela aviação era tão grande que, quando o Galo viajava para a Europa, Rômulo aproveitava. “Uma das vezes que fomos para a Europa, nos campeonatos de inverno, cheguei a ficar oito horas e meia dentro da cabine. Isso era direto”.

Quando não estava na cabine, a função era de tranqüilizar outros jogadores, que tinham medo de voar. “O Luizinho era muito medroso. Ele e muitos outros. Eu ficava aconselhando e mostrando que não era perigoso”.

Nas cabines

Depois de aposentado, Rômulo pôde, enfim, dedicar-se exclusivamente à aviação. Mas isso não tirou todo o seu contato com o mundo do futebol.

“O Rei (Reinaldo, ídolo do Atlético), uma vez, estava indo para Uberaba, eu até ganhei um cd dele. Ele fez com marcos históricos dele e me deu. Convidei ele para conhecer a cabine. Hoje é proibido, mas na época podia. Convidei o Rei para participar do pouso, na cabine”.

O ex-goleiro também já levou equipes inteiras pelo país. "Quando tem o Campeonato Brasileiro, a CBF prioriza o fretamento de vôos. Muitas vezes viajo com as delegações. A última vez foi o São Paulo, que foi jogar em Presidente Prudente. Já faz uns três meses".

Jogo histórico: três pênaltis defendidos

Em um clássico válido pela Copa Brasil de 1988, Rômulo defendeu três pênaltis contra o Cruzeiro.
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