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Gávea Investimentos negocia venda de fatia na Azul


A gestora de ativos brasileira Gávea Investimentos negocia a venda de sua participação na Azul Linhas Aéreas Brasileiras, segundo duas pessoas com conhecimento direto do assunto. Os atuais acionistas da Azul planejam exercer o direito de comprar a participação da Gávea na terceira maior companhia aérea do Brasil.

Não está claro quanto a Gávea possui na Azul, mas sua participação na empresa foi avaliada em R$ 212,5 milhões (US$ 61,9 milhões) em junho, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Entre os demais investidores da Azul estão David Neeleman, que fundou a JetBlue Airways antes de criar a Azul, e o conglomerado chinês HNA Group, que possui participação de 24%. A United Continental, empresa aérea com sede em Chicago, EUA, adquiriu uma participação de 5% no ano passado por US$ 100 milhões.

A Gávea, a Azul, a United e a HNA preferiram não comentar.

A Gávea foi uma das investidoras originais da start-up com sede em São Paulo quando ela começou a operar, em 2008. A empresa está de saída após a longa espera por uma venda de ações da Azul em uma oferta pública inicial, processo adiado nos últimos anos devido aos tombos do mercado brasileiro de ações.

A empresa aérea informou em outubro, quando o Ibovespa registrou alguns dos melhores retornos do mundo, que estava acompanhando o mercado de perto para determinar o melhor momento para um IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês). A Azul ainda não estabeleceu prazo para a oferta, disse uma das pessoas, acrescentando que a aérea não tem pressa de vender ações, considerando a volatilidade recente gerada pelos resultados das eleições nos EUA.

Com sede no Rio de Janeiro, a Gávea, que tem como um de seus fundadores o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, possuía cerca de US$ 4,7 bilhões sob gestão em outubro, segundo seu website. A empresa mantém a participação na Azul por meio do fundo GIF II-FIP.

A exemplo de concorrentes brasileiras como a Gol Linhas Aéreas Inteligentes, a Azul reduziu sua frota para se ajustar à demanda menor em meio a dois anos de recessão. Os passageiros-quilômetros transportados da Azul, um indicador de tráfego, caíram 5,2% em outubro em relação ao ano anterior, contra um declínio de 5,6% do mercado doméstico como um todo, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os quilômetros por assento disponível, um indicador de capacidade, caíram 5,8%. A participação de mercado da Azul ficou estável em cerca de 17%.


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Sobre Alexandre Marques

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