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Plano de voo recebido previa saída de Cobija, afirma autoridade colombiana




Um desencontro de informações entre a empresa LaMia e as autoridades bolivianas e colombianas pode estar por trás das razões que provocaram o acidente com o voo que levava a delegação da Chapecoense na última terça-feira. Em entrevista ao jornal "El Tiempo", o secretário de segurança aérea da Colômbia, Freddy Bonilla, afirmou que o plano de voo enviado pela LaMia para a agência colombiana era diferente do apresentado pela companhia aérea à Agência Nacional de Aviação da Bolívia (Aasana). De acordo com o coronel, a LaMia entregou uma autorização de saída, chancelada por autoridades bolivianas, a partir de Cobija, cidade localizada mais ao norte da Bolívia, a 2065km de Medellín, distância que se encaixaria legalmente na autonomia da aeronave (aproximadamente 3000km).

No entanto, o voo que vitimou a delegação da Chapecoense partiu da cidade de Santa Cruz de la Sierra, localizada a cerca de 3000km de Medellín. A equivalência entre a distância do voo e a autonomia do avião é a principal suspeita de ter provocado o acidente que vitimou 71 pessoas. A aeronave precisou esperar a descida de um outro avião, que havia solicitado autorização para pouso e, sem margem suficiente de combustível na reserva, teria sofrido uma pane seca e caído a 17km do aeroporto de Medellín. De acordo com as normas vigentes, a aeronave deveria ter combustível suficiente para pelo menos mais 30 minutos de voo e para chegar até uma opção B de aeroporto, no caso, Bogotá. As investigações estão em andamento. A LaMia teve todas as atividades suspensas.

- À Aerocivil, a companhia aérea deu uma permissão de saída, apoiada pelas autoridades bolivianas, a partir da cidade de Cobija com destino a Rionegro (Medellín). Descobrimos que, na realidade, (o voo) veio de Santa Cruz, que é muito mais ao sul, quando o avião estava no espaço aéreo colombiano – disse Freddy Bonilla.

Segundo os documentos, a funcionária Celia Castedo Monasterio questionou o piloto Miguel Quiroga sobre a autonomia do avião para o trajeto. Ela alertou que a capacidade de armazenamento de combustível da aeronave não era adequada para o plano de voo determinando e que faltava um plano alternativo, pois a quantidade de combustível seria insuficiente em caso de emergência. Em resposta, o despachante disse ter conversado com o piloto, que garantiu que a autonomia era suficiente e que faria a viagem em menos tempo. Após a insistência por parte do piloto, a funcionária teria desistido de contestar o plano de voo.

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