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Segundo a ANAC, helicóptero que caiu em Capitólio não poderia fazer voos panorâmicos


Os voos panorâmicos feitos em um helicóptero que caiu na tarde deste domingo (22) em Capitólio, na região Centro-Oeste mineira, eram oferecidos de forma ilegal, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A aeronave estava registrada como privada, sendo que, para este tipo de sobrevoo, é preciso um equipamento registrado para táxi aéreo.

Apesar da atividade fim do helicóptero modelo Robinson R44, prefixo PP-MAM, não ser a prevista no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a documentação da aeronave estava em conformidade, ainda de acordo com o órgão. "A aeronave acidentada neste domingo estava registrada como privada, logo não poderia ofertar serviço de voos panorâmicos. Sobre o piloto, informamos que ele estava devidamente habilitado para operar a aeronave", dizia a nota divulgada.

Apesar disso, no dia do acidente o Corpo de Bombeiros de Piumhi afirmou que quatro pessoas estavam a bordo da aeronave "que era usada no transporte de turistas em voos panorâmicos pela região".

Ainda conforme a Anac, a modalidade do voo praticado na hora do acidente só será confirmada após conclusão do relatório de acidente aéreo expedido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), do Comando da Aeronáutica.

Procurada por O TEMPO, a Aeronáutica informou que técnicos do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) se deslocaram do Rio de Janeiro e chegariam na tarde desta segunda-feira (23) ao município mineiro. Além da análise do local do acidente e dos destroços, os profissionais entrevistarão testemunhas e poderão, até mesmo, recolher peças para a perícia. Não existe um prazo para a conclusão da investigação.

A reportagem tentou contato com a empresa WSFLY pelas redes sociais, porém, até o momento ela não se manifestou sobre o acidente.

O acidente

A queda aconteceu por volta das 16h50 deste domingo. As informações iniciais davam conta que um vento de cauda fez com que a aeronave tombasse, ainda em baixa altitude, dentro das águas do rio Turvo, próximo ao KM 306 da rodovia MG-050. O acidente aconteceu segundos após a decolagem, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Dentre as vítimas, três sofreram ferimentos leves e foram levadas por ambulâncias da Prefeitura de Capitólio para a Santa Casa de Passos, no Sudoeste de Minas. Já nesta segunda-feira, a unidade de saúde informou que, dos três feridos levados para o hospital, somente um deles autorizou que o estado de saúde fosse divulgado. Tiago Rosa Travasos, 31, está internado em estado estável.

A Polícia Militar (PM) informou que o piloto, de 29 anos, se queixava de dor no joelho, tendo sido encaminhado a um hospital de Capitólio, medicado e liberado. Aos policiais, ele classificou o ocorrido como um pouso de emergência devido a uma forte rajada de vento, e não como uma queda.

Como denunciar

A Anac aproveitou a repercussão do acidente em Capitólio para alertar a população sobre como saber se a aeronave é devidamente autorizada antes de contratar qualquer serviço. O órgão é responsável pela fiscalização e autorização do serviço de táxi aéreo, que inclui os voos panorâmicos, e que só pode ser oferecido por empresas que cumprem uma série de requisitos para que o transporte seja o mais seguro possível.

"Ao contratar um serviço de táxi aéreo, é essencial que o usuário certifique-se de que a empresa está autorizada a prestar o serviço. É ainda recomendável que o usuário consulte a situação da aeronave (avião ou helicóptero) a ser utilizada pela empresa, no site da ANAC", completou. Por fim, o órgão complementa que a prática irregular de táxi-aéreo é uma infração ao Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), que deve ser denunciada à Anac, pelo número 163, ou pelo Atendimento Eletrônico no site da agência.

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Sobre Alexandre Marques

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