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Avião da Latam atingido por tiro deixa Centro de Manutenção e volta a operar


O Boeing 767-300 da Latam Airlines matrícula PT-MSY atingido por um tiro de fuzil na asa deixou o Centro de Manutenção da empresa em São Carlos (SP) na quarta-feira (1º) e partiu para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, de onde se dirigiu para Assunção, capital do Paraguai. As informações são do site Flight Radar 24, que monitora os voos no mundo.

Na última semana, em entrevista ao G1, o diretor do Centro de Manutenção da Latam, Alexandre Peronti, contou que o projétil de calibre 7,62 milímetros ficou alojado no slat esquerdo, peça localizada na parte dianteira da asa e que custa US$ 145 mil, cerca de R$ 460 mil.

“A peça está sob investigação e ainda não sabemos se poderemos recuperá-la ou a trocaremos. Independentemente do que será feito, tudo acontecerá conforme indicação do fabricante e da autoridade aeronáutica”, informou na ocasião.

Após a entrevista, a assessoria da Latam afirmou que a empresa não iria mais se pronunciar sobre o caso devido à investigação. A Polícia Federal informou que a averiguação corre em segredo e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que acompanha a apuração.

Inspeção

O projétil foi descoberto durante a manutenção programada da aeronave. No momento da inspeção detalhada da asa do avião, ao estender o slat, o mecânico detectou um furo de mais ou menos 1 centímetro. A manutenção foi interrompida e as autoridades competentes, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e PF, foram informadas.

Na entrevista, Peronti afirmou que a última manutenção pesada da aeronave, o Check C, aquele que se realiza a cada 18 meses ou seis mil horas de voo, havia ocorrido em outubro de 2015.
“Isso não significa, no entanto, que outros checks não tenham ocorrido nesse período. A cada voo, a cada pernoite e semanalmente são realizadas inspeções nas aeronaves. O que difere dessas para o Check C é a quantidade de testes, reparos e inspeções realizados”, disse.
A cada voo, a cada pernoite e semanalmente são realizadas inspeções nas aeronaves"
Alexandre Peronti, diretor do Centro de Manutenção da Latam
Questionado se o local do furo causado pelo tiro não teria como ser visto nas inspeções visuais antes dos voos, Peronti explicou que o projétil alojou-se embaixo do slat na asa que tem quase 5,5 m de altura e uma envergadura de 50 metros. “Somente em uma manutenção mais detalhada, portanto, é possível identificar algo do gênero”.Segurança do voo

Em seu último voo comercial antes da manutenção, no dia 14 de janeiro, o Boeing 767-300ER de matrícula PT-MSY saiu de Barcelona rumo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos e, segundo a companhia, não é possível especificar em que ponto da rota o modelo foi atingido.

De acordo com Peronti, o projétil não comprometeu a operação da aeronave e não ofereceu risco aos passageiros.

“As aeronaves são projetadas para serem tolerantes a danos e impactos. Durante o desenvolvimento, todas as peças são submetidas a uma série de testes para verificar o comportamento da estrutura, que determinam se estão aptas para operar. A aviação comercial é segura”, ressaltou o diretor.

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Sobre Alexandre Marques

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