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2% das cidades brasileiras têm voos comerciais, ideal é 10%

 

Palco de apresentação de produtos e estudos, o International Brazil Air Show recebeu ontem o lançamento do Anuário Brasileiro da Aviação Civil, produzido pelo Instituto Brasileiro de Aviação.

O guia é uma compilação de dados fornecidos por diferentes órgãos governamentais e analisados pelo instituto. Entre os destaques, o fato de que a aviação geral, ou executiva, responde por 70% da frota brasileira, enquanto a aviação comercial tem apenas 3% da frota.

Apesar da crise que caracterizou 2016, a aviação civil viu aumentar em 91 aeronaves sua frota, especialmente com a ampliação da aviação geral. “A resiliência da aviação geral ocorre porque o Brasil tem hoje apenas 130 aeroportos com voos comerciais”, justificou o presidente do Instituto Brasileiro de Aviação, Francisco Lyra. “Assim, a aviação geral é a única alternativa para desenvolver o agronegócio no Brasil, por exemplo.” Por parte da aviação comercial, não houve contribuição para o aumento da frota, ao contrário. Em dezembro de 2016, as companhias aéreas regulares somaram 686 aeronaves, contra 727 no final de 2015.

Segundo Lyra, apenas 2% das cidades brasileiras são servidas por voos comerciais. Para ele, esse número deveria ser de aproximadamente 10%, como ocorre nos Estados Unidos. “Comparamos com os Estados Unidos porque temos extensões e número de municípios, no caso deles os condados, semelhante. Hoje, os EUA têm 600 cidades atendidas por voos comerciais, ou 10% do total”, comparou. “Acredito que um bom planejamento para a aviação regional deva incluir empresas aéreas regionais, que não são, de forma alguma, concorrência para as demais companhias aéreas. Ao contrário, elas poderão abastecer essas empresas como uma demanda que hoje simplesmente não é alcançada”, analisou.


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Sobre Alexandre Marques

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