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CENIPA registra sete denúncias de uso de caneta laser contra aeronaves em Rondônia


Uma pesquisa realizada pelo News Rondônia junto ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos do Brasil (CENIPA) apontou diminuição no número de denúncias por pilotos e controladores aéreos sobre a emissão de Raio Laser contra aeronaves no espaço aéreo do estado. Em 2016 foram registradas sete ocorrências, - 40% em relação a 2015.

As sete ocorrências com feixe de raio laser (Canetas de luzes coloridas com predominância nas cores verde e vermelha que são compradas em papelarias ou pela internet) aconteceram nos arredores do maior aeródromo do estado - o Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira.

Os reportes foram oficializados por pilotos e controladores do Tráfego Aéreo. Os sete registros ocorreram em sua maioria no primeiro semestre do ano, e as emissões de feixe de raio laser sempre no horário entre 19hs até ás 23hs quando as aeronaves faziam os procedimentos de aproximação e pouso.

Em um dos casos, o feixe de luz foi apontado para um helicóptero no momento em que pousava ás 16 horas. O piloto informou ao CENIPA que houve uma distração na tripulação e que a luz vinha do outro lado do Rio Madeira.

Outro caso, o piloto estava preparando para arremeter ao solo quando a luz forte penetrou na cabine por cinco segundos e provocou ofuscamento da visão e distração dos tripulantes.

O piloto de um táxi aéreo ficou exposto por dois minutos contra um raio de luz verde causando distração e ofuscamento da visão. O fato ocorreu as 23hs no aeródromo de Ji-Paraná.

As canetinhas que são vendidas livremente no comércio local podem provocar uma tragédia sem tamanho quando expostas. Cientistas americanos realizaram pesquisas com pilotos profissionais, em simuladores com o uso de canetas raio laser, e verificaram que o flash cegava temporariamente o piloto e até provocava queimadura da retina ocular.

Em 2013, o piloto de uma aeronave da Asiana que fez um pouso de emergência no aeroporto de San Francisco (EUA) relatou ter sua visão dentro da cabine prejudicada por flashes e reacendeu a discussão sobre o tema. Na ocasião, duas pessoas morreram e 182 ficaram feridas.

De acordo com o CENIPA, a incidência do feixe de luz do laser na visão do piloto é fator potencial de risco para a aviação. Pode acontecer formação de imagens falsas, ofuscamento, cegueira temporária, queimadura e até hemorragia na retina.

O órgão costuma alertar os pais para que orientem seus filhos, pois muitos jovens não sabem das conseqüências desse comportamento e desconhecem o risco para a aviação. A luz verde é forte o suficiente para afetar a segurança de vôo, porque dificulta a leitura dos instrumentos no painel e a visão do ambiente externo para conduzir a aeronave no momento do pouso ou da decolagem.

Conseqüência para os responsáveis - A ação de apontar uma caneta de raio laser verde para um avião pode ser enquadrada como crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, previsto no artigo 261 do Código Penal Brasileiro. A lei prevê de dois a cinco anos de cadeia, porém caso haja um acidente com mortes, o responsável pode ser condenado até 12 anos.

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Sobre Alexandre Marques

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