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Fab: Esquadrão Rumba completa 70 anos


Setenta anos de história, sempre voltados para a formação dos pilotos militares da Força Aérea Brasileira, foram contados durante solenidade militar alusiva ao aniversário do Esquadrão Rumba (1º/5º GAV), na segunda-feira (24/04). A cerimônia, realizada em Natal (RN), onde a unidade aérea está sediada, foi presidida pelo Comandante da Ala 10, Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic.

Em discurso, o Comandante do Esquadrão Rumba, Tenente-Coronel Aviador Cláudio Teixeira Barros, além de agradecer a todos que contribuem para o sucesso do Rumba, ressaltou a capacidade do esquadrão de quebrar paradigmas e se manter sempre em evolução. "Desde o ano passado, o 1º/5º GAV realiza um importante trabalho de revisão de seus processos e, no septuagésimo aniversário de criação, a busca pela melhoria da instrução e dos processos de ensino nas aviações multimotoras é inspiração compartilhada por todos do nosso efetivo", afirmou o Tenente-Coronel Cláudio.

Evolução

A adaptabilidade é característica marcante do Esquadrão Rumba, na busca pelo cumprimento da missão da FAB. Após sua criação em 1947, a unidade mudou de sede e de missão por três vezes. Inicialmente criado em Natal (RN), o 1º/5º GAV tinha como missão formar pilotos de bombardeio utilizando as aeronaves North American B-25 "Mitchell" e depois as Douglas B-26 "Invader". Em 1970, foi transferido para Recife (PE) e desativado em 1973, juntamente com o 5º Grupo de Aviação. Reativado em 1980 novamente em Natal, o Esquadrão passou a operar as aeronaves Embraer C-95 Bandeirante até 1991, quando passou a formar pilotos de ataque nas aeronaves T-27 Tucano.

Em 2001, o Alto-Comando da Aeronáutica sentiu necessidade de reestruturar a especialização de seus pilotos de combate e novamente o 1º/5º GAV se transformou. A unidade foi transferida para Fortaleza (CE) e voltou a operar o bimotor C-95 Bandeirante, para capacitar os pilotos da FAB nas aviações de patrulha, transporte e reconhecimento.

Por fim, em 2014, o Rumba retornou a Natal, onde permanece até hoje, subordinado à Ala 10.

"Êta cabra da peste!" 

A expressão, que identifica a unidade de forma bem humorada, revela a ligação com a região Nordeste. O Distintivo de Organização Militar, ou bolacha, do 1º/5º GAV foi idealizado em 1952 pelo Tenente Aviador Hugo Hélio Corrêa de Bastos e traz como elemento principal o galo de campina, ave típica do nordeste brasileiro, sobre uma bomba, identificando a tarefa principal do Esquadrão quando era unidade de bombardeio, na época da sua criação.

Em meados de 1950, foi realizada pelo Primeiro Esquadrão do Quinto Grupo de Aviação uma grande manobra que incluía missões de patrulha marítima e a participação da Marinha do Brasil. Para isso, foram atribuídos códigos de chamada, de acordo com os quais a Torre de Controle de Natal era nomeada "FLAUTA" e as aeronaves do 1º/5º GAV eram nomeadas "RUMBA" seguido do número do piloto em comando. Dado o entusiasmo gerado pelo sucesso das missões, a unidade passou a ser conhecida como Esquadrão Rumba.


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Sobre Alexandre Marques

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