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Funcionários do aeroporto de Guarulhos aderem à greve geral

 

Qua 26/4/2017 10:38h - Atualizado 26/4/2017 11:40h - Os aeroviários que trabalham no aeroporto de Guarulhos decidiram aderir à greve convocada pelas centrais sindicais no dia 28, em protesto contra a reforma trabalhista e da Previdência que tramitam na Câmara. A decisão foi tomada em assembleia realizada na segunda-feira.

Segundo o presidente do Sindgru, Rodrigo Maciel Silva. será mantida em atividade a porcentagem minima exigida por lei para serviços considerados essenciais, de 30% dos funcionários. Mas a categoria pretende protestar contra as propostas em discussão. “A reforma trabalhista é um ataque aos direitos dos trabalhadores. Decidimos atender ao chamado das centrais sindicais”, disse à VEJA.

Os aeroviários são os funcionários das empresas aéreas que trabalham em funções como o check-in, auxiliar de serviços gerais, mecânicos de pista. Além dos profissionais do terminal localizado na Grande São Paulo – o maior do país -, os aeroviários de Porto Alegre e Recife realizarão assembleias na quarta-feira para decidir se vão aderir à greve.

Na última segunda-feira, os aeronautas (pilotos e comissários) e os aeroportuários (funcionários dos aeroportos) aprovaram a entrada em estado de greve. No total, pelo menos vinte categorias profissionais decidiram entrar em greve até a tarde desta terça-feira.

A comissão especial da Câmara aprovou o relatório da reforma trabalhista na tarde desta terça após mais de cinco horas de discussão. A medida foi proposta pelo poder Executivo, e o relatório é de autoria do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). O texto foi aprovado por 27 votos a 10 e nenhuma abstenção, com ressalvas aos destaques incluídos no relatório durante a discussão. A previsão é que a proposta seja votada pelo plenário ainda nesta semana.

Doria diz que vai cortar ponto de funcionários que aderirem à greve

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta terça-feira (25) que vai cortar o ponto de funcionários da prefeitura que aderirem ao movimento de greve previsto para esta sexta-feira (28).

Os movimentos sociais e centrais sindicais convocaram uma greve geral nacional contra a reforma da Previdência e mudanças na legislação trabalhista propostas pelo governo Michel Temer.

"Eu não apoio esse movimento. Já disse que, na Prefeitura de São Paulo, funcionários públicos que participarem, vão ter seu ponto cortado", afirmou Doria em entrevista à Super Rádio AM. "Se não trabalhar, vai ter um dia a menos no seu salário."

O tucano defendeu que as reformas são necessárias para a geração de empregos.

Doria ainda classificou a legislação trabalhista de "arcaica". "Não pode uma legislação da década de 40 estar ativa no século 21. É um atraso, um retrocesso. Por isso que muitos empregos são perdidos ou não são gerados", disse.
Leia: Aeroviários de Porto Alegre decidem nesta quarta se aderem à greve geral




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