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Marinha confirma morte de piloto um ano após queda de caça no mar do Rio


Qui 27/7/2017 - A Marinha confirmou a morte do Capitão de Corveta Igor Simões Bastos em um comunicado na manhã desta quarta-feira (26), dia em que a queda do caça A-4 Skyhawk no mar de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio, completa um ano. Até então, o piloto era considerado, publicamente, como desaparecido.

Segundo a Marinha, após o encerramento das buscas, em outubro, foi realizada cerimônia religiosa na Capela do Complexo Aeronaval de São Pedro da Aldeia, com a presença da tripulação e da família. Os parentes deixaram a casa na Vila dos Oficiais, em São Pedro, e voltaram para o Nordeste. Eles recebem pensão por morte em serviço.

O Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado em 27 de julho, foi arquivado pelo Ministério público Militar e a Comissão de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (ComInvAAer), estabelecida no dia 26 de julho, ainda busca identificar os fatores que contribuíram para o acidente, para prevenir novas ocorrências.

A hipótese é que o caça tenha se desintegrado no mar, e os pedaços tenham sido cobertos pela areia do mar. As buscas foram encerradas em outubro de 2016.

"A possibilidade da desintegração é a mais provável. Também existe a possibilidade de que a aeronave ou a maior parte dela tenha caído em alguma fenda ou ter sido coberta pela areia no fundo. E o piloto da outra aeronave envolvida no acidente não viu a ejeção nem a abertura do paraquedas", acredita um especialista, sobre a batida durante o treinamento de ataque a porta-aviões.

Em relação às dificuldades nas buscas ao caça, que tiveram, inclusive, a participação de navios sonda e equipamentos de ponta da Marinha, o consultor acrescenta que as características do próprio avião tenham dificultado as busca da fuselagem. Dois pneus do trem de pouso do caça foram encontrados, de acordo com a Marinha.

"O A-4 Skyhawk é um avião compacto, e a possibilidade da desintegração com choque na água, aumentou mais a dificuldade de encontrá-lo, no caso da fuselagem se separar das asas e da causa. O A-4 tem um recurso de manutenção em que a metade de trás do avião se destaca para ter acesso ao motor. Com o choque na água, essa parte pode ter se soltado e partido o avião em dois. Ele tinha comprimento de 12,2 metros e envergadura de 8,4 metros, enquanto o F-14 Tomcat, do filme Top Gun, tem 19 metros de comprimento e 19,5 metros de envergadura. As sondas usadas eram modernas e de alta resolução, tinham capacidade de encontrar o avião", informou.

O acidente

A queda aconteceu durante um treinamento padrão de ataque a alvos de superfície a 44 km da costa. As buscas pela aeronave e pelo Capitão de Corveta duraram 88 dias.

Os caças da Marinha do Brasil participavam do treinamento. Durante o voo de afastamento do navio, que era o alvo no exercício, houve a colisão entre as aeronaves e a queda de uma delas no mar.

O piloto que conseguiu retornar para a base de São Pedro da Aldeia não viu se se o colega ejetou antes da queda da aeronave. O caça não tinha GPS (Sistema de Posicionamento Global), apenas dois equipamentos de localização pessoal do piloto, que não tiveram o sinal detectado, de acordo com a Marinha.

Segundo a Força Aérea, o Capitão de Corveta Igor Simões Bastos era instrutor e tinha experiência com missões de ataques a alvos de superfície, a mesma do treinamento praticado durante o acidente. Cada piloto militar passa por uma formação específica durante 3 anos para pilotar caças. O último ano da formação é feito com a Força Aérea dos Estados Unidos.


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Sobre Alexandre Marques

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