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Avião de Guarulhos para Fortaleza alterna Salvador após problema com combustível


Ter 1/8/2017 - O voo GLO1520 da empresa aérea Gol com a aeronave Boeing 737-8EH matrícula PR-GGJ, que decolou na manhã de hoje do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, teve um desvio de rota e acabou fazendo um pouso técnico em Salvador. Ao ser perguntado sobre o motivo da mudança do destino, o comandante informou à torre de controle que precisava fazer um “pouso técnico para reabastecimento”. “Estamos com combustível abaixo do previsto para continuar”, disse à torre, que autorizou o pouso.
Em nota, a Gol confirma que o voo G3 1520, que decolou de São Paulo (GRU) com destino a Fortaleza, fez um pouso técnico em Salvador. “O comandante desta aeronave, ao verificar os parâmetros de voo no ponto de referência, optou por seguir para o aeroporto de Salvador, respeitando todos os padrões de segurança e as regras aplicadas no planejamento.”
A companhia afirma, na nota, que não houve falta de combustível, mas sim o cumprimento dos requisitos técnicos estabelecidos. A aeronave deveria ter pousado em Fortaleza às 11h20, mas com a “escala”, o pouso no Aeroporto Internacional Pinto Martins se deu às 12h56 e todos os passageiros desembarcaram normalmente.

Combustível "abaixo do previsto"

O site UOL teve acesso ao áudio do momento em que o piloto do voo 1520 comunica a controladores de tráfego aéreo que vai precisar pousar na capital baiana. Segundo o comandante, cujo nome não aparece no trecho gravado, o avião está "abaixo do ponto de combustível para prosseguir".

"Antes do ponto de reclearance, estamos com combustível abaixo do previsto para continuar", diz o piloto.

Segundo regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), um avião como os usados em voos comerciais só pode decolar se tiver combustível suficiente para: chegar ao local de destino e voar por mais 10% do tempo previsto para a viagem; pousar no aeroporto alternativo mais distante citado no plano de voo e voar mais 30 minutos sobre o aeroporto alternativo, em condições de temperatura padrão e a 1.500 pés de altura (457,2 metros).

No entanto, a Anac permite que companhias aéreas voem com menos combustível caso indiquem um ponto ao longo da rota onde é feito o procedimento de "redespacho", ou "reclearance" --termo usado pelo comandante do voo 1520-- onde o piloto deve reavaliar uma série de parâmetros de voo. Elas também devem indicar um aeroporto intermediário "onde o avião deverá pousar em caso de necessidade" e um aeroporto alternativo ao intermediário.

Para o voo com redespacho, as autoridades dizem que a reserva para voar por mais 10% do tempo previsto para a viagem pode ser substituída por uma reserva "igual a 10% do tempo de voo entre o ponto de redespacho e o aeródromo [aeroporto] de destino indicado no despacho inicial."

Se no ponto de redespacho o piloto notar que não há combustível suficiente para chegar ao destino final, ele deverá desviar o avião para o aeroporto intermediário. Sites que monitoram o tráfego aéreo mostram que o voo 1520 fez o retorno para Salvador na região da cidade de Petrolina (PE).

Segundo o vice-presidente de Operações da Gol, Sérgio Quito, o procedimento de redespacho tem como objetivos economizar combustível e reduzir a emissão de gás carbônico. De acordo com o executivo, a companhia aérea usou o redespacho em 4.470 voos no último ano, e só três deles precisaram pousar antes do destino final.

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Sobre Alexandre Marques

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