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Unidades da FAB participam de simulação de acidente aéreo em Manaus


Sex 4/8/2017 - Uma aeronave com 42 passageiros que tentou decolar da cabeceira 11 do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes pegou fogo depois de uma pane no motor do lado esquerdo e saiu da pista. Essa foi a sinopse do acidente aéreo simulado realizado, na sexta-feira (28/07), que reuniu militares de diferentes unidades da Força Aérea Brasileira (FAB), funcionários da Infraero e de outros órgãos. Na ocasião, os envolvidos aplicaram o Plano de Emergência (PLEM) do aeroporto, cada um dentro de sua área de atuação.

De acordo com o Superintendente da Infraero, Abibe Ferreira Junior, a participação das organizações é importante para o aprendizado em conjunto. “O Plano de Emergência compõe um sistema e a gente precisa do apoio da cidade no sentido de fazer com que toda essa demanda seja atendida. Por exemplo, contamos com a Marinha, o Exército e a Aeronáutica para dar esse suporte.

Esse aqui é um acidente com 40 passageiros, mas imagina um acidente com 200. Então, a gente precisa desse apoio", explicou.

A Força Aérea fez parte da atividade com militares da Ala 8, do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV), do Esquadrão Harpia (7°/8°GAV), do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VII), do Grupo de Segurança e Defesa (GSD 8) e do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo Eduardo Gomes (DTCEA-EG). A Marinha do Brasil, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Amazonas, a Seção de Contra-incêndio do Aeroporto, o SAMU, bem como alunos de diferentes universidades de Manaus participaram do treinamento.
Blackhawk do Esquadrão Harpia foi um dos responsáveis pelo transporte de ferido

O Tenente Helder Calenzani Alpoim, do Esquadrão Harpia, participou do evento utilizando os helicópteros H-60 Black Hawk para resgatar os feridos. “A simulação foi um bom teste para o sistema de busca e salvamento que, diuturnamente e 365 dias por ano, mantém tripulações e aeronaves em prontidão. Além disso, foi um excelente treinamento para todos”, disse.

A iniciativa contou com o trabalho do Corpo de Voluntários de Emergência, que é formado por pessoas preparadas para atuar em caso de emergências no aeroporto. O grupo atua na recepção dos feridos entregues pelos bombeiros, realiza a triagem e, de acordo com o estado de saúde do paciente, faz o embarque das vítimas para hospitais de referência. Essa equipe é formada por funcionários do aeroporto e de organizações sediadas neste local.

O soldado Miguel Shalom Lima da Silva, do DTCEA-EG, é integrante do Corpo de Voluntários e concluiu o curso de formação recentemente. “Achei muito interessante porque a intenção era chegar o mais próximo possível da realidade. Em caso de acontecer realmente um imprevisto, um acidente, é necessário a gente estar pronto para dar o feedback o mais rápido possível”, concluiu.


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Sobre Alexandre Marques

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