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Empresa britânica entra em falência e deixa 110 mil passageiros sem voo de volta


Seg 2/10/2-17 - A companhia aérea britânica Monarch Airlines — que voa para os aeroportos portugueses de Lisboa, Faro, Porto e Funchal — entrou em falência e suspendeu todos os voos esta segunda-feira.

Segundo a Reuters, que cita a autoridade britânica de aviação civil, o colapso da companhia levou ao cancelamento imediato de 300 mil reservas e deixou cerca de 110 mil pessoas sem voo de regresso a casa.

O Governo do Reino Unido já solicitou o aluguel de mais de 30 aviões, o que será a maior operação de repatriamento em tempo de paz, tendo destacado também representantes para os aeroportos portugueses. Manuela Romano de Castro, da embaixada britânica em Lisboa, afirmou que o objetivo é que "não haja atrasos no voo de substituição que vão além de poucas horas", evitando a possibilidade de alojamento de passageiros em hotéis.

Sem dispor de um número exato dos passageiros atingidos pela falência da Monarch Airlines em Portugal, Manuela Romano de Castro explicou que a embaixada britânica em Lisboa vai coordenar a realização de voos de substituição para um total de 112 ligações que estavam marcadas até 15 de outubro e que foram entretanto canceladas. Os atingidos são, na sua maioria, cidadãos britânicos.

A ANA, que gere os aeroportos nacionais, fonte oficial da empresa afirma que está em contato com o regulador britânico e outras partes envolvida no processo, e que está "comprometida na implementação das alterações necessárias para executar o plano e encaminhar os passageiros afetados em todos os aeroportos da rede ANA.”

De acordo com os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Aviação Civil, a ANAC, no segundo trimestre deste ano a Monarch era a quarta maior transportadora aérea, em termos de quota de mercado de movimentos e de passageiros (atrás da Ryanair, Easyjet e Jet2). Outro aeroporto onde tem expressão é o do Funchal (Portugal), com uma quota de mercado de 4% em número de passageiros, o que corresponde à oitava posição.

Numa mensagem enviada aos trabalhadores, o presidente executivo da Monarch Airlines, Andrew Swaffield, pede desculpa pelo desfecho da crise na companhia. “Lamento muito que milhares de pessoas enfrentem agora o cancelamento das suas férias ou viagens, possíveis atrasos no regresso a casa e enormes incômodos devido ao nosso fracasso”.

“Lamento verdadeiramente que isto tenha terminado assim”, afirmou o responsável.

O secretário de Estado britânico dos Transportes, Chris Grayling, explica que a Monarch Airlines cai vítima de uma “guerra de preços” nos voos para o Mediterrâneo.

A Reuters diz que o colapso da companhia aérea tem efeitos para várias empresas. A Boeing tinha recebido uma encomenda de 32 aeronaves do modelo 737 que ainda não foi finalizada. A frota à data da falência era maioritariamente constituída por aviões Airbus em regime de leasing, esperando-se problemas também para as empresas financeiras que colaboravam com a operadora britânica.

“Muitos fornecedores vão sofrer enormemente com a nossa falência, fato que lamento igualmente”, declarou o CEO da Monarch Airlines.

Esta manhã, o site oficial da companhia remetia para uma página da autoridade britânica de aviação civil com indicações para passageiros sem voo e clientes que tinham efetuado reservas.


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Sobre Alexandre Marques

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