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LATAM abre mão do Airbus A350 em rotas internacionais


Aguardado desde 2009, quando a então TAM fez a primeira encomenda, o Airbus A350, avião mais avançado da empresa, pode sair de cena, ainda que parcialmente das suas rotas internacionais. A LATAM, inclusive, já o retirou de algumas rotas como Miami e Milão e adotou uma estratégia sofrível para os passageiros, a de revezar equipamentos na rota São Paulo-Paris (alternando o jato com o Boeing 777).

Segundo rumores que circulam no exterior, a razão estaria no arrendamento de quatro dos sete A350 já recebidos para a Qatar Airways. A companhia aérea do Oriente Médio tornou-se sócia da LATAM ao adquirir 10% das ações do grupo e é a primeira operadora do birreator da Airbus.

Questionada sobre o assunto, a LATAM respondeu afirmando que postergou as entregas do A350 de 2017 para 2018 quando receberá mais quatro aeronaves, mas nada foi dito a respeito da hipótese de repasse de parte da frota para a Qatar.

De fato, o presidente da LATAM Enrique Cueto afirmou no ano passado que a companhia reveria as encomendas do modelo, porém, em setembro apenas uma mudança na versão do A350 foi feita – aumentando o número de jatos A350-1000, de maior capacidade, para 14 dos 27 aviões adquiridos.

Escolhas do passado

Com as alterações apenas a rota entre Guarulhos e Madri permanece operando apenas com o A350. Outros destinos serão atendidos com os modelos Boeing 767 e 777, dos quais a empresa possui 14 e 10 unidades, respectivamente – o Airbus A330, pioneiro jato dos voos para o exterior, foi aposentado em abril do ano passado.

A presença de dois jatos avançados concorrentes na frota da LATAM (além do A350, ela opera o Boeing 787) é fruto do período anterior à fusão entre as companhias TAM e LAN. Enquanto a empresa chilena recebeu seu primeiro 787 em abril de 2012 a TAM (já como LATAM) esperou até maio do ano passado para receber o A350-900.

Embora tenham capacidades diferentes, os dois acabam por obrigar a nova companhia a ter um custo extra em treinamento de tripulantes, funcionários, além de manutenção para cumprir funções semelhantes. Resta saber o que a LATAM fará com esse assunto quando o mercado de aviação reaquecer.

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Sobre Alexandre Marques

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