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Aeroporto da Pampulha está pronto para receber 155 voos por semana, diz Infraero


A retomada de voos no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, depende de uma queda de braço entre a empresa gestora do terminal e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). De um lado, a administradora garante que a estrutura está pronta para receber 155 voos por semana. Na outra ponta, entretanto, o órgão regulador descarta o início imediato das operações, até que a proposta encaminhada pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) seja analisada.

Ocorre que, segundo admitiu a própria assessoria da Anac, “não há prazo regimental” para que o plano de operações elaborado pela gestora do terminal seja examinado. Além disso, a agência reguladora deixou de informar se ao menos havia iniciado o procedimento de análise da proposta. Esse impasse, aliás, levou o prefeito Alexandre Kalil (PHS) a se reunir com o presidente Michel Temer (PMDB), em meados de março, em Brasília.

Enquanto não obtém a autorização para operar com voos comerciais, a Infraero vem fechando, ano a ano, no vermelho. Segundo dados da administradora do terminal, 2016 terminou com um prejuízo de R$ 29 milhões. No acumulado dos últimos cinco anos, contudo, o déficit chega R$ 100 milhões.

“É responsabilidade da empresa não permitir que os bens da união sob sua gestão sejam mal utilizados e, consequentemente, gerem prejuízo. E a Infraero considera que o Aeroporto da Pampulha tem potencial para receber mais voos e aguarda manifestação da Anac a respeito do interesse das companhias aéreas que pretendam utilizar o terminal, que está pronto para essa demanda”, declarou, em nota, a Infraero.

Na tentativa de reverter a situação, a gestora informou que realizou uma série de obras e adequações para enquadrar o Aeroporto da Pampulha às exigências da Anac e, dessa forma, obter a autorização para operar com voos comerciais.

“A Infraero já executou uma série de melhorias na infraestrutura do Aeroporto da Pampulha com o objetivo de aprimorar a capacidade de atendimento de aeronaves. Para isso, a empresa fez a instalação de sinalização vertical, implantou área de segurança de fim de pista e sinalização horizontal e luminosa da pista, além de adequar a sinalização e área de movimentação de aviação geral (aeronaves executivas). O aeroporto também já dispõe de toda estrutura de navegação aérea requisitada pela Anac”, diz um trecho do texto divulgado.

Abaixo da capacidade

Desde abril de 2016, com a saída da Azul, o Aeroporto da Pampulha não opera com grandes companhias aéreas. A partir de então, o terminal, que já vinha funcionando abaixo da capacidade, tornou-se praticamente inoperante, realizando apenas pousos e decolagens de voos fretados.

A partir de agosto daquele ano, no entanto, o terminal passou a operar com aeronaves de pequeno porte, em trajetos interestaduais.

A polêmica envolvendo a retomada dos voos regionais na Pampulha, aliás, foi tema de audiência pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte na última quinta-feira (30). Na avaliação do representante do terminal na reunião, o superintendente de Gestão Operacional da Infraero, Marçal Goulart, a proposta encaminhada à Anac será definitiva para reverter o déficit acumulado nos últimos anos.

Ainda segundo o gestor, a proposta prevê que o terminal receba, no máximo, 155 voos por semana, respeitando-se o limite de seis movimentos de pouso ou decolagem por hora. A Anac não enviou representante na reunião da Câmara.

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Sobre Alexandre Marques

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