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FAB deve receber primeiras unidades do Embraer KC-390 em 2018


A Força Aérea Brasileira (FAB) deve receber em 2018 as duas primeiras unidades da aeronave KC-390. Considerado projeto estratégico da FAB, o maior avião militar produzido no Brasil, promete ser o principal vetor da aviação de transporte militar no país, está em destaque na feira de segurança e defesa que se inicia nesta terça-feira (04/04) no Rio de Janeiro (RJ).

"É um projeto importantíssimo e está em fase final de desenvolvimento. Nós já devemos ter a aeronave operando em nossas organizações a partir de meados do ano que vem", afirma o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.

Com capacidade multimissão, o cargueiro e reabastecedor tem programado para este ano uma bateria de campanhas de ensaio. “A próxima fase é a certificação. Estão sendo realizados voos para aferir a qualidade dos lançamentos de carga, do reabastecimento em voo, do pouso em pistas com efeito de ventos cruzados, dentre outros ensaios, como emissão de campos magnéticos intensos para verificar a robustez da aeronave quanto a esses efeitos”, explica o Coronel Samir Mustafa, gerente do projeto na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC).


De acordo com a fabricante, a Embraer, os dois protótipos contabilizaram até março mais de 900 horas de voo. No total, as duas aeronaves devem chegar a duas mil horas em campanhas de testes. O cronograma deste ano prevê testes em pistas sob efeito de ventos cruzados - previstos para serem realizados no sul do Chile -, operações em condições de gelo – previstas para serem realizadas nos Estados Unidos -, gelo artificial e certificação dos sistemas de combustível, aviônico e de pressurização. No segundo semestre deste ano deve ser realizada a campanha de testes avançados de reabastecimento em voo. A primeira fase, realizada em fevereiro, avaliou o contato em seco, ou seja, sem a transferência efetiva de combustível.

O processo de certificação, previsto para 2018, será realizado em duas etapas. Uma delas estabelece a homologação da aeronave no âmbito da aviação civil e contempla itens básicos de missão militar com características fundamentais para o voo, atestando segurança, qualidade de voo, possibilidade de reabastecimento em voo, transporte de cargas e lançamento. A outra prevê a integração de todos os sistemas de missão. “A Final Operation Capability [Capacidade Operacional Final] prevê integrar todos os sistemas de missão da aeronave que tem o caráter especificamente militar”, afirma o gerente.


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Sobre Alexandre Marques

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