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Futuros caças Super Hornets terão muito mais que capacidade stealth


A Boeing prevê uma série de melhorias para o caça Super Hornet, prevendo manter ele em operação até 2040. (Foto: Boeing)

A Boeing prevê futuras versões do F/A-18E/F Super Hornet da Marinha dos EUA, buscando melhorar muito mais que a capacidade furtiva da aeronave de combate. Essa foi uma das atualizações descritas por Dan Gillian, gerente de programas F/A-18 e EA-18G da empresa com sede em Chicago, como parte de um plano para manter a aeronave de quarta geração em voo nos anos 2040.

“É um sensor ar-ar anti-stealth de longo alcance”, disse Gillian sobre a tecnologia durante uma reunião com jornalistas nesta semana na conferência Sea-Air-Space da National League, em Washington, D.C.

“Falo sobre recursos complementares – isso é algo que o Super Hornet oferece para o porta-aviões que ninguém mais tem”, acrescentou, em uma aparente referência à quinta geração do F-35 Joint Strike Fighter feito pela concorrente Lockheed Martin.

Gillian esboçou três esforços para ajudar a Marinha a tornar suas aeronaves de combate eletrônico E/A-18 Growler e de combate Super Hornet mais potentes nas atuais e futuras missões: aumento da produção, um potencial programa de manutenção chamado modificação da vida útil e os chamados upgrades Block III para atualizar a tecnologia das aeronaves, como o novo sensor anti-stealth.

Mais aviões

A Boeing já está construindo dois novos Super Hornets por mês em St. Louis e poderá aumentar a produção, se a Marinha ou governos estrangeiros como o Canadá e o Kuwait decidirem comprar mais aeronaves, disse Gillian.

O pedido de orçamento suplementar do Departamento de Defesa ao Congresso para o ano fiscal de 2017, que começou em 1º de outubro, inclui financiamento para comprar 24 caças F/A-18E/F Super Hornet, de acordo com documentos do Pentágono. O Congresso ainda não votou o pedido.

A Marinha a partir de 2015 tinha 545 modelos F/A-18E/F no inventário e planejado comprar um total de 563 aeronaves do tipo, de acordo com informações compiladas pela Liga da Marinha. O serviço a partir desse ano tem também 114 jatos EA-18G Growlers, com planos para comprar um total de 153 unidades.

O governo canadense anunciou em novembro que estava em negociações para comprar 18 aviões de combate Super Hornet, em um movimento que foi visto como um golpe para o programa F-35, que foi originalmente previsto para substituir os jatos CF-18 Hornets canadenses com 30 anos em operação.

Modificação da Vida de Serviço

Uma modificação da vida útil poderia incluir melhorias na engenharia e na sustentação, projetadas para aumentar a vida operacional da aeronave de 6.000 horas de voo para 9.000 horas de voo, disse Gillian.

A frota F/A-18E/F foi taxada em parte por atrasos no programa F-35, juntamente com um ritmo operacional aumentado resultante de missões contra o Estado Islâmico do Iraque e da Síria, ou ISIS e os talibãs no Afeganistão.


“Os Super Hornets vêm voando arduamente, fazendo um monte de trabalho no país, colocando muitas horas no avião que não foram planejadas para serem queimadas”, disse Gillian. Em um porta-aviões, cerca de três dos quatro esquadrões é um esquadrão Super Hornet, disse ele.

Mark Sears, diretor do programa de modificação de vida útil da Boeing, disse que para manter os Super Hornets voando até a década de 2040 conforme projetado, o esforço de manutenção precisa acontecer.

Sears disse que a Marinha já retornou à Boeing dois de seus aviões F/A-18E/F para a fábrica de St. Louis para pesquisas dentro do programa. A empresa está otimista que a Marinha vai avançar com o esforço, com um contrato possivelmente assinado no início de 2018.

Atualizações do Block III

As atualizações do Block III poderiam incluir um rastreamento de calor suplementar e muito mais. As propostas mudaram desde 2013, quando a empresa falou sobre fazer o Super Hornet mais furtivo (ou stealth).
Detalhes dos novos sensores como o IRST que seriam instalados no Block IIIAdicionar legenda

Agora, por exemplo, uma prioridade é melhorar a tecnologia de engajamento tático do F/A-18E/F, em parte, transformando o avião em “um nó inteligente” na Integrated Fire Control Counter-Air (NIFC-CA) da Marinha, disse Gillian.

“No passado, nós falamos que o Super Hornet talvez poderia ser apenas um atirador estúpido com informações passadas para ele”, disse ele. “Mas com todas as informações disponíveis, com a fusão, ser um contribuinte para a rede é realmente importante.”

.Melhorar a tecnologia furtiva da aeronave não está descartada.

“Nós pensamos que nós faremos um pouco no avião para melhorar seu desempenho stealth – coisas muito simples, de muito baixo custo que nós podemos fazer,” disse Gillian, mas não elaborou.

Como foi proposto anteriormente, as modificações incluirão os depósitos de combustível montados na parte de cima capazes de transportar 3.500 lbs de combustível para aumentar o alcance da aeronave em 120 milhas náuticas.

Os aprimoramentos também incluem displays maiores para um sistema avançado no cockpit. A interface do cockpit é projetada para incorporar dados de um “nó inteligente” e o sensor de busca e rastreamento infravermelho (IRST) que busca calor. A Marinha em 2015 aprovou o sistema de busca e rastreamento infravermelho (IRST) desenvolvido pela Lockheed para entrar na produção inicial de baixa taxa para o Super Hornet.


Finalmente, as atualizações do Block III incluirão equipar as redes eletrônicas com proteções cibernéticas, disse Gillian.

A companhia poderia começar a entregar suas aeronaves atualizadas com o Block III no início da década de 2020, disse ele.

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Sobre Alexandre Marques

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