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Airbus estima que serão necessárias 35 mil novas aeronaves em 20 anos


Ter 13/6/2017 - Novamente a Airbus lançou uma projeção de venda de aeronaves para os próximos anos, porém essa não inclui somente as vendas da fabricante, mas um panorama geral da aviação mundial.

De acordo com a Airbus, de 2017 até 2036 serão necessários 35 mil novos aviões com capacidade acima de 100 passageiros, tudo isso para conseguir sustentar o tráfego global que aumenta 4,4% ao ano. Além disso 730 novos aviões de carga (aqueles que são entregues sem nenhum uso) serão necessários. Tudo isso soma um valor total altíssimo de 5,3 trilhões de dólares.

Ainda de acordo com a Airbus cerca de 70% dessas aeronaves são de corredor único, para fazer pequenas ligações de várias cidades com um grande Hub, que opera voos internacionais. Atualmente a Airbus já oferece o A320neo como uma aeronave de corredor único, a Boeing também oferece o 737 MAX e a Embraer a linha E-Jet E2.

Claro que para sustentar esse crescimento nos próximos 20 anos haverá um grande número de trabalhadores. A Airbus estimou que 530 mil novos pilotos e 550 mil novos técnicos de manutenção serão necessários para sustentar toda a frota global de aeronaves. E por isso a Airbus está expandindo a sua rede de treinamento de pilotos e técnicos, que passou de 3 unidades para 16 unidades em apenas três anos, semana passada a Airbus lançou um centro de treinamento no Brasil, em parceria com a UniAzul.

Continentes e seu crescimento

O crescimento do tráfego aéreo é mais elevado nos mercados emergentes, como a China, a Índia, o resto da Ásia e a América Latina. Nesses locais o crescimento anual nos próximos anos deverá atingir quase o dobro, em porcentagem, da América do Norte e Europa.

“A viagem aérea é extremamente resiliente aos choques externos e duplica a cada 15 anos”, disse John Leahy, Diretor de Operações e Clientes da Airbus Commercial Aircraft. “A Ásia-Pacífico continua a ser um motor de crescimento, com o mercado doméstico da China se tornando o maior mercado do mundo. Nas economias emergentes o número de pessoas que realizam voos quase triplicará entre agora e 2036. “

Apesar disso os mercados da Europa e América do Norte terão uma ligeira expansão, com número de voos da Europa aumentando 20% e na América do Norte 16%.

Aeronaves da Airbus

Os números apresentados pela fabricante europeia indicam um geral da aviação global, porém a Airbus também estimou o mercado de vendas para suas aeronaves de duplo corredor. Caso todas as encomendas realizadas sejam de aeronaves Airbus, serão no total 10100 pedidos com um valor total de 2,9 trilhões de dólares.

No segmento do A320neo, com corredor único, a Airbus pode ter até 24810 novas encomendas nos próximos 20 anos, com valor total de 2,4 trilhões de dólares. Perceba que mesmo fabricando mais aeronaves de corredor único, o valor não supera as encomendas para as aeronaves de duplo corredor.

Esse número não será atingido pela fabricante europeia, visto que atualmente a Airbus encontra uma ampla concorrência da Boeing para aeronaves de duplo corredor, além da própria Boeing já estar trabalhando em outro projeto totalmente novo de corredor único para 2025. No posto inferior, com aeronaves que levam de 100 a 150 passageiros, a Bombardier e a Embraer já apresentam novos aviões no mercado, como a linha CSeries e o novo E-Jet E2, com sua versão E195 E2 que tem capacidade para até 144 passageiros.

Previsões anteriores

Em 2016 a Boeing lançou uma previsão relatando que a aviação global necessitaria de 39600 novas aeronaves até 2036, um pouco acima da perspectiva apresentada pela Airbus. O relatório da Boeing foi apresentado durante a Farnborought 2016, e prevê uma movimentação de até US$ 5,9 trilhões. A perspectiva de crescimento da aviação mundial apresentada pela Boeing foi de 4,8% ao ano, 0,4% a mais do que o apresentado pela Airbus em 2017.

Para as aeronaves de fuselagem larga a Boeing lançou a previsão para 9100 novos aviões, com uma grande ênfase no potencial de substituição de aviões no período entre 2021 e 2028. A Boeing também fez a previsão de uma mudança contínua da demanda de aviões de fuselagem larga, como o 787, o 777 e o 777X, para os de pequeno e médio porte, como o 737 MAX.

Na época a Boeing apontou que o mercado de carga cresceria 4,2% ao ano, com a necessidade de 930 novos aviões de carga e 1440 cargueiros convertidos. Números superiores aos apresentados pela Airbus.

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Sobre Alexandre Marques

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