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Helicóptero passa por cima de balão no céu de São Paulo


A Polícia Militar Ambiental está fazendo uma blitz nas oficinas clandestinas de balões, em São Paulo. Imagens divulgadas pelo sindicato que reúne pilotos e comissários de bordo mostram o risco que eles causam à aviação nos céus do Brasil. Na manhã desta quinta-feira (16), a Polícia Militar Ambiental fechou duas fábricas clandestinas de balões que funcionavam em Campinas e Varzea Paulista, em São Paulo. A PM apreendeu material para fazer balões e prendeu dois homens.

São quadrilhas de 40 a 50 pessoas para poder fazer esse tipo de crime, explica Flávio Sukaitis, primeiro-tenente da Polícia Militar Ambiental de São Paulo.

No mês passado, um helicóptero fazia um voo em São Paulo quando deu de cara com o balão. A aeronave passou por cima do balão que não aguentou a força do vento e caiu.

Este ano, pilotos que passaram pelos principais aeroportos do Rio de janeiro e de São Paulo relataram 79 casos de balões que colocaram em risco os voos. Em todo o ano passado foram 424 casos.

Piloto: Controle São Paulo, reporta balão próximo aqui à posição OPTUK no nível 150.

Controle: Ciente. Reporte em caso de desvio.

Piloto: 8.000. 1017. Contou cinco balões aqui, senhor. Quatro balões.

Controle: Ciente. Fique atento. Tá com bastante balão.


Todos os finais de semana de céu claro a gente passa por esse problema concentrado nos terminais, principalmente nos terminais de São Paulo e Rio de Janeiro, diz Adrinao Castanho, diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

Além dos balões, os pilotos de avião ainda enfrentam situações como essa em que um grupo que pratica parapente no Rio de Janeiro passa ao lado do avião - a um quilômetro e meio de altitude.

Piloto: Olha, controle, da nossa posição, aqui agora, eles estão exatamente a nossa esquerda a 5.000 pés, tá?

O diretor do sindicato explica que um balão pode derrubar um avião. Não só por conter material sólido e botijão de gas e toras, como pelo fato de um simples papel obstruir uma tomada de dados externos da aereonave, que fornece o controle da aeronave, fornece informação para o piloto, e isso traz um grande risco. A pena para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões é de um a três anos de detenção.

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Sobre Alexandre Marques

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