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Super Tucano deve ser uma das aeronaves avaliadas pela USAF para o programa OA-X


No dia 17 de março, a Força Aérea dos EUA lançou na indústria um “convite para participar” de uma nova avaliação de aeronaves de ataque, chamada de “OA-X”. Segundo relatos de membros do serviço, têm se falado especificamente sobre um requisito para aquisição de 200 a 300 aeronaves OA-X dentro de um ano a partir de agora, disparado inicialmente pela necessidade de compensar o pessimismo em torno da retirada de operação do A-10C Thunderbolt II.

Isso também reflete a realidade de que, embora a USAF esteja desejosa de se posicionar para enfrentar futuras ameaças, a maioria de suas operações nos últimos 15 anos – para não mencionar operações de combate atuais – têm sido em um ambiente permissivo.

O conceito de OA-X progrediu com vários ajustes desde que começou há pelo menos duas décadas, mas o ambiente fiscal restrito em Washington, e a contínua operação de contra-insurgência no Oriente Médio fizeram com que a USAF adiasse o barato programa de aeronave leve de ataque visando outras prioridades de aquisição até este ano.

O chefe de aquisição da Força Aérea, o tenente Gen. Arnold Bunch, disse a jornalistas em uma coletiva de imprensa da Associação da Força Aérea que esta é puramente uma avaliação, e não um programa formal para compra, e não existem planos formais além dessa avaliação.

Embora os esforços anteriores do OA-X tenham favorecido os aviões a turboélice, a USAF não definiu requisitos para essas plataformas específicas. Bunch estabeleceu alguns requisitos gerais para as potenciais aeronaves OA-X: a capacidade de operar a partir de uma pista de 2.000 metros de extensão e ter um consumo médio de combustível de menos de 1.500 lbs por hora.

“Para ataque leve, ele vai ser aberto a qualquer um”, diz ele. “Mas há critérios de seleção. Eu não sei qual a arte do possível existe para a indústria agora, por isso estamos tentando mantê-lo tão amplo quanto possível, a indústria pode ter algo que é muito inovador que não temos pensado”.

A nova aeronave OA-X complementaria o A-10 no curto prazo. Liberaria assim outros caças de ponta para esses se focar em ambientes mais complexos. Permitiria também que a USAF começasse a enfrentar a sua “crítica” falha de pilotos de caça, colocando novos pilotos em operações mais rapidamente.

O experimento foi criado para construir um case de negócios para o OA-X. A USAF diz que espera respostas dentro de um mês e, em seguida, escolherá candidatos para entrar em uma avaliação de voo na Base Aérea de Holloman, no Novo México, na metade desse ano. A USAF diz que quer uma aeronave que está pronta para voar e entrar em operação e que exige um mínimo de trabalho antes de entrar em produção.

Esse experimento continuaria o trabalho de um esforço anterior do Comando de Operações Especiais dos EUA conhecido como Combat Dragon. O Combat Dragon I operou aeronaves de baixo custo na Estação Naval de Fallon, em Nevada, e seu sucessor Combat Dragon II demonstrou OV-10 Broncos no Oriente Médio.

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